terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Preparação prévia - aluna Daniella Borges

O MERCOSUL na contramão:
A integração regional é um processo pelo qual certos países de um determinado território se unem através de acordos e tratados por um interesse comum. Geralmente o interesse reflete o desejo de ganhar competitividade no comércio internacional e ter mais poder de barganha nas negociações de políticas externas ocorridas em função da dinâmica internacional. O que define se o processo de integração vai mesmo ser efetivado com êxito é não só estabelecer as regras para a integração, como encontrar nos membros características semelhantes que possam interligar os mesmos, homogeneizando as relações e dando sentido à integração.
Os países da América Latina apresentam características semelhantes no que diz respeito a: forma pela qual foram iniciados (colônias de exploração);  à economia baseada na agricultura e exploração de matéria-prima e mão-de-obra; aos recursos naturais vastos mas com desenvolvimento industrial lento e dependente das grandes potências mundiais, sistemas políticos imprevisíveis e mal estruturados, com constantes escândalos, altos índices de desemprego, dívida pública e desigualdade social entre outros.
Ironicamente, essas características semelhantes não foram as que definiram a atual integração regional dos países membros do MERCOSUL. Ao contrário do que se vê, a união de Argentina, Paraguai, Uruguai e Brasil não foi definida pelas características semelhantes as quais os países compartilhavam, afinal tais características eram justamente as que ameaçavam a integração na região. A união foi definida pela disputa na liderança dessa região, entre os dois países mais influentes, Brasil e Argentina. O Uruguai entrou como “interlocutor” das partes, e posteriormente o Paraguai, devido aos acordos econômicos e comerciais.
Quando analisamos o MERCOSUL e a sua interessante formação vemos que o dito popular  “a união faz a força” pode ser verdade quando a força entretanto vem da união que é liderada por duas potências. Regionalmente Argentina e Brasil representam estas potências e cedo ou tarde teriam que se unir para garantir seus interesses fora do bloco. Dentro, porém, ainda vemos uma competitividade que faz renascer os antigos impasses entre esses dois países, o que atrapalha ainda mais o fortalecimento e consolidação do bloco.
Assim, a integração ocorrida no MERCOSUL é um processo diferenciado dos demais e que não deve ser comparado a outros tipos de integração: a única semelhança entre eles é o fato de serem completamente diferentes.
Por Daniella Borges

Preparação prévia da Mayra

O continente americano, em especial o da América Central e do Sul, sempre tiveram uma "queda" por tudo que vem de fora, especialmente da Europa, que é um continente desenvolvido e que sempre serviu de modelo para este lado do mundo.
Entre as coisas que os latino americanos copiaram, como o gosto pelo Liberalismo, pelas Artes, pela Alta Culinária, quiseram e fizeram também, uma "cópia" do modelo econômico da Europa - o maior bloco regional do mundo - A União Européia.
Com o sucesso do Bloco, a partir de 1951, após a assinatua do primeiro tratado - Tratado da Comunidade Européia do Carvão e do Aço (CECA), e que 30 anos depois (1993), passaria a ser chamado de União Européia com a assinatura do Tratado de Maastricht (Holanda) - os latinos americanos enxergaram ali, a porta de entrada para o tão sonhado desenvolvimento e partir daí, várias integrações começaram a surgir...
O primeiro Bloco, foi criado em 1960 - Mercado Comum Centro Americano (MCCA) - o objetivo principal dessa integração, era  garantir a livre circulação de mercadorias e promover seus Estados membros ao cenário internacional, que são: Nicarágua, Honduras, Guatemala, El Salvador e Costa Rica - todos possuidores de economias fracas - pois "a união faz a força"!
O segundo, em 1969, foi a Comunidade Andina - CAN, que teve sua criação propulsada pelos desentendimentos que aconteciam na Associação Latino Americana de Livre Comércio, a Alalc.  Os que fazem parte: Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela. Esse  grupo de países dos Andes, tem como objetivo, além do desenvolimento econômicos de todos os membros, a união de todos os países da América do Sul.
Em 1973, nasce a terceira integração regional - a Comunidade Caribenha (CARICOM) - união dos Estados do Caribe, com o objetivo maior de formar um mercado comum para melhorar a qualidade de vida de suas populações e também pela busca de uma política externa comum. Membros: Anguila, Antigua e Barbuda, Bahamas, Barbados, Belize, Bermudas, Dominica, Granada, Guiana, Haiti, Ilhas Caimã, Ilhas Turcas, Ilhas Virgens Britânicas, Jamaica, Montserrat, St. Kitts e Nevis, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinos, Suriname e Trinidad e Tobago
A quarta e mais famosa integração regional é o Mercosul (Mercado Comum do Sul), que teve seu início em 1991, com a assinatura do Tratado de Assunção. Membros: Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai (Bolívia e Chile são associados apenas da zona de livre comércio). O objetivo desse bloco é diminuir barreiras comerciais entre os países membros.
A quinta integração, 1994, é o Acordo de Livre Comércio da América do Norte - NAFTA que possuem como membros, Estados Unidos, Canadá e México com o objetivo de aproveitar a proximidade geológica e a diminuição das barreiras comerciais entre os Estados.
Como é notável, a integração para o desenvolvimento econômico é desejo de todas as uniões latino americanas. Mas eis onde se não todas, mas a maioria, falharam:

1. Não tiveram discernimento em relação à situação européia (reestabilização frente a Segunda Guerra Mundial e outros probemas);
2. Falta de planejamento da integração, o que inclui além do alinhamento de interesses e de situação econômica, o atendimento das etapas para se integrar corretamente:
Criação de uma área ou zona de livre comércio - Extinção, entre os Estados membros, das taxas alfandegárias, ou pelo menos diminuição das mesmas, comprovando através de certificados de origem, que a maior parte da mão-de-obra e das matérias-primas provêm efetivamente de um dos Estados do bloco;
União Aduaneira - Estabelecimento de regras comuns de comércio como uma tarifa externa comum às importações de outros Estados. Todos os países membros deverão usar as mesmas regras independentemente do tratamento que receba dos Estados não pertencentes ao bloco;
Criação de um Mercado Comum - Superadas as etapas anteriores, (criação da área de livre comércio e da união aduaneira), Estados que desejam se integrar devem possibilitar que bens, serviços e pessoas circulem livremente entre eles. O Mercado Comum pode ser chamado de Mercado Interior ou Mercado Único;
União Econômica e Monetária - Para muitos, essa é a última etapa que concretizar uma integração, o que não é verdade, pois esta etapa é a penúltima dentro do processo, que é a criação de uma moeda e política monetária comuns;
União Política - Última etapa e também e mais difícil, que engloba a união de todas as políticas: a econômica, a de segurança, de relações exteriores, a social, a de desenvolvimento entre outras que compõem a sociedade como um todo.
3. Falta de estruturação econômica e social dos membros, para que as "diferenças" fossem as menores possíveis ou deixasse de existir;
4. Criação de metas muito audaciosas, não condizente com a realidade dos Estados;

Enfim, muitos foram os erros, mas isso não significa que as integrações existem em vão, favorecendo mais interesse de uns do que de alguns países, se fossem de todo mal, com certeza já teriam se findado...

Texto da aluna Mayra Felício

África - o mais novo antigo continente

Fica claro que em todos os continentes, países se unem a fim de procurarem desenvolvimento da economia e de seus mercados, fazendo parcerias e criando blocos. Mas como fica o continente mais precário do mundo?A África, na maioria das vezes esquecida ao se tratar de economia, desenvolvimento e resolução de conflitos na pauta internacional, pode ter um bloco econômico regional que realmente auxilie em suas necessidades e interesses?A resposta é sim e veremos alguns desses blocos a seguir:

  • ECOWAS - Economic Community of West African States ou Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental.
O Bloco foi criado em 1975 com o Tratado de Laos, e tem como objetivo central criar a cooperação econômica entre seus países membros.Mas foi somente em 1993 que o Tratado inicial foi revisado, criando-se um Parlamento do Oeste da África, nada mais que um Conselho Econômico e Social junto ao novo Tribunal, que assegura a execução das decisões da Comunidade.
Países membros: Bênin - Burkina Baso - Cabo Verde - Costa do Marfim – Gâmbia – Gana – Guiné - Guiné Bissau – Libéria – Mali – Mauritânia – Níger – Nigéria – Senegal - Serra Leoa - Togo.

  • SADC - Southern Africa Development Community ou Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral.
A SADC é a versão atualizada da antiga SADCC (Southern Africa Development Co-ordination Conference ou Conferência de Coordenação para o Desenvolvimento da África Austral) .
A Anitga SADCC foi criada em 1980 e se transformou em SADC em 1992. Como o próprio nome já diz o objetivo deste grupo é tentar diminuir a pobreza, e amenizar os efeitos da seca e das dificuldades naturais da região.
Países Membros: Angola - Botsuana - Congo - Lesoto-Madagascar -Malawi -Ilhas Maurício -Moçambique- Namíbia - Suazilândia - Tanzânia - Zâmbia - Zimbabue

  • EAC - East African Community (EAC) ou Comunidade da África Oriental
O tratado que criou a EAC foi assinado em Novembro de 1999, mas ela só entrou em vigor em Julho de 2000. Sua missão é melhorar a qualidade de vida do povo da África Oriental ampliando a integração econômica, politica e social dos países membros.
Países membros: Kênia- Uganda - Tânzania - Ruanda - Burundi

  • COMESA - Common Market for Eastern and Southern Africa ou Mercado Comum da África Oriental e Austral
A COMESA é derivada da PTA -Preferencial Trade Area ou Área de Comércio Preferencial, onde foi estabelecida em 1981. Como o objetivo da PTA era a diminuição gradual das tarifas alfandegárias e visava a criação de um Mercado Comum, a Comesa é criada em 1993 para chegar cada vez mais perto destes objetivos iniciais.
A Comesa tem como objetivo promover a prosperidade econômica através de uma zona de livre comércio e auxilar seus países membros em questões como produtividade industrial, segurança, fome, melhor infraestrutura em comunicação e transporte, entre outras.
Uma reunião realizada em 2007 levou a Comesa em mais um passo para atingir seus objetivos, estabelecendo as tarifas externas comuns (0% sobre matérias-primas, 0% sobre bens de capital, 10% sobre bens intermédios e 25% sobre produtos finais) e criando a Agência de Investimento Regional (RIA).
É interessante ressaltar que a Líbia e o Egito fazem parte do bloco mesmo não sendo de nenhuma das áreas da região Austral ou Oriental.
Países membros: Burundi- Comores - Congo - Djibouti - Egito - Eritreia - Etiópia - Kênia - Líbia - Madagascar - Malawi- Ilhas Maurício - Ruanda - Seichelles - Sudão- Suazilândia - Uganda - Zâmbia - Zimbabue.

Para finalizar, nota-se que todos blocos africanos vistos sempre propõem melhorias no âmbito econômico e social, porém em um sentido mais básico, o que não costumamos ver em pauta de reuniões do Mercosul e da União Européia. Estes blocos estão em uma questão quase de se unir para sobreviver e crescer, claro, por se tratarem de países subdesenvolvidos. Também é ressaltado aqui que estes blocos são de extrema importância para o continente, fazendo com que sejam vistos no plano internacional e que países possam ver na África um potencial investimento.

sábado, 24 de setembro de 2011

União Européia: Sucesso ou fracasso? - Texto de Daniella Borges

Quando estudamos sobre os blocos econômicos o primeiro grande exemplo que nos vêm a mente é a União Européia. Isso porque o bloco é o mais complexo e bem estruturado de todos e apresenta uma série de exigências para os países que tem interesses em ingressar nele. Notamos também que a União Européia serve de modelo para outros blocos econômicos, como no caso do MERCOSUL e da União Africana, que se espelham no modelo europeu a fim de seguir os mesmos passos de integração e formar blocos fortes e com características homogêneas.
Atualmente, porém, pudemos ver a real integração que o bloco apresenta com relação ao suporte e interligação de cada economia. A crise ocorrida na Grécia expôs as fissuras fundamentais na união monetária da União Européia. O bloco não só deixou que a crise continuasse como também se alastrasse por outros países europeus, como a Espanha, Portugal e Irlanda, por exemplo. Isso porque ocorreu um aumento no valor dos empréstimos gerados pelos bancos aos países que têm características semelhantes à Grécia (alta taxa de desemprego, déficit público e dívida externa) e que representam as economias mais fracas da Europa. O aumento desses empréstimos desencadeou num efeito em cadeia dos países-membros mais fortes diante da alta exposição de seus bancos ao risco Grécia.
Hoje, observamos que a crise financeira internacional trouxe novos desdobramentos para o processo de integração europeu. Além da crise interna da zona do euro, como já citado anteriormente,as ameaças financeiras externas, tais como a crise nos Estados Unidos, também revelaram a brecha existente no bloco europeu.
É indiscutível o fato de que a União Européia é um bloco econômico com grande complexidade, liderança multinível, exemplo de integração regional e que apresenta poder de barganha internacional, principalmente no que diz respeito ao comércio.Nesse sentido, um sucesso. Mas a idéia de fortaleza e indestrutibilidade pode ser facilmente posta em questão quando analisamos a situação atual em que se encontra o tal bloco. Fica claro que a integração não conseguiu desenvolver um processo que desvendasse a assimetria econômica existente entre os países-membros para que a vulnerabilidade dos mesmos fosse evitada na esfera da economia global. Nesse sentido, portanto, um fracasso.

Por Daniella de Arêa Leão Borges

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Editorial do Jornal Cruzeiro do Sul

Muito interessante a análise deste editorial do Cruzeiro.
Não podemos deixar de lembrar, entretanto, que a Europa que hoje está em crise é um dos principais importadores dos produtos brasileiros, e que, por isso, a oferta de ajuda tem mais questões envolvidas do que simplesmente o ufanismo de ser um dos responsáveis pelo "salvamento" da economia europeia.

O que vcs acham disso?
22/09/2011 | EDITORIAL - http://portal.cruzeirodosul.inf.br/acessarmateria.jsf?id=330755

O sonho de salvar a Europa

Uma ilação óbvia da fala presidencial é que os emergentes estão dispostos a ajudar, mas não pretendem fazer apostas perigosas, nem colocar dinheiro bom em economias ruins
Notícia publicada na edição de 22/09/2011 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 3 do caderno A - o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.
Economicamente plausível, politicamente sedutora e absolutamente irresistível para setores do governo que, por patriotismo ou megalomania, sonham ver o Brasil desempenhando um papel de liderança mundial, a ideia de destinar parte das reservas internacionais brasileiras para socorrer a União Europeia não deve ser levada adiante fora do contexto de um plano de recuperação econômica dos países em crise e, principalmente, sem garantias plenas para o dinheiro aplicado. Felizmente, parece que é nesse sentido - o da responsabilidade - que as coisas caminharam ontem, pelo que se pôde entender do pronunciamento da presidente Dilma Rousseff nas Nações Unidas e da entrevista do ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao "The Wall Street Journal".

Dilma afirmou que os países emergentes "estão prontos" para ajudar a Europa a sair da crise, mas criticou os líderes de países desenvolvidos que se deixam prender "na armadilha que separa interesses partidários dos interesses da sociedade" e não conseguem encontrar soluções para a crise, não por falta de dinheiro, mas de "recursos políticos". Uma ilação óbvia da fala presidencial é que os emergentes estão, sim, dispostos a ajudar, mas não pretendem fazer apostas perigosas, nem colocar dinheiro bom em economias ruins.

Mantega seguiu a mesma linha, defendendo que os países europeus devem, antes de mais nada, encontrar soluções para sua crise da dívida soberana, recapitalização dos bancos e aumento dos recursos do fundo de estabilidade. O ministro, que foi quem primeiro aventou a possibilidade de uma ajuda articulada do Bric (bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) para o Velho Mundo, diz agora que a Europa precisa "salvar a si mesma". Um empréstimo brasileiro de US$ 10 bilhões, dado como certo por fontes de Brasília, foi desmentido por Mantega. Ao que tudo indica, a informação não passou de um balão de ensaio.

O Brasil tem mais de US$ 350 bilhões em reservas (depósitos em moedas estrangeiras), que acumularam até agosto uma rentabilidade de 4,9%. É o sexto país do mundo em reservas, atrás apenas da China, Japão, Rússia, Arábia Saudita e Taiwan. Por isso, a ideia de uma ajuda articulada aos países em crise, juntamente com os demais emergentes, não é de todo absurda. Os defensores da medida afirmam que o Brasil, ao auxiliar a Europa, estaria ajudando a si mesmo, pois o aprofundamento da crise europeia pode ter consequências graves para todo o mundo. Esse fato foi lembrado por Dilma Rousseff em seu discurso de ontem.

Não passa despercebido, também, que a organização de um socorro ao bloco europeu ampliaria a influência política do Brasil no cenário internacional, algo que vem sendo buscado até com certa sofreguidão pelo governo brasileiro. Qualquer pacote de ajuda não dispensa, porém, os cuidados essenciais para assegurar a integridade das reservas brasileiras. E, o mais importante, não se concebe que a operação de socorro possa ocorrer sem garantias de que os governos em crise também farão a sua parte. Uma ajuda financeira desatrelada de compromissos fiscais e orçamentários seria pulverizada rapidamente e daria em nada, como já ocorreu, por sinal, com o primeiro pacote de ajuda à Grécia, o país mais encrencado.

A menos que o sonho de "salvar" a Europa seja apenas a busca de um marco político para vitaminar o ufanismo no âmbito interno, o governo precisará discutir muito bem sua participação - e, principalmente, não queimar dinheiro.

sábado, 17 de setembro de 2011

A União Europeia em desvantagens

A União Europeia é, certamente, um exemplo de sucesso de integração regional. Mas, ainda podemos encontrar dificuldades e desvantagens. Não podemos esquecer de que praticamente todos os países membros foram aliados ou inimigos em, pelo menos, duas grandes guerras, as guerras mundiais.
Outro ponto é o controle dos países sobre suas fronteiras, ou a falta dele. A união defende, além da facilitação na circulação de bens, a livre circulação de pessoas. Seria um ponto positivo se partíssemos do pressuposto de que, em um mercado de trabalho aberto, a possibilidade de escolha de um profissional qualificado aumenta, mas essa mesma abertura pode facilitar também o aumento da criminalidade e do desemprego nos países mais visados.
A união tem ideais políticos, sociais e econômicos, por isso, os Estados acabam por perder competências econômicas e têm que deixar de lado o direito de poder definir livremente sua política cambial. Existem ainda diferenças entre a média de desenvolvimento dos países membros que, mesmo com a entrada de capitais de investimento econômico, não conseguem alcançar a média de crescimento, acentuando a diferença entre eles.
Há então, uma possibilidade de reformulação que seja mais próxima dos ideais dos cidadãos, no sentido de melhorias na qualidade de vida de todos os países. Ainda não há uma concordância entre eles na política social que faça com que, por exemplo, os efeitos da pobreza em alguns países sejam minimizados. A maioria dos países, quando ingressaram na união, acabaram por aceitar o peso de uma moeda única, que facilita muito as transações. Essa mesma moeda acabou aumentando não apenas o padrão de vida da população, mas também o seu custo de vida, que não acompanhou a média dos salários.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

PP Blocos Econômicos Regionais

O processo de integração europeu vem dando certo uma vez que se pode afirmar que eles descobriram a vantagem da união dos países para vantagens econômicas e políticas. Eles perceberam essa vantagem após assinarem o tratado da Comunidade Européia do Cartão e do Aço (CECA).
Hoje podemos dizer que os europeus estão no estágio mais avançado de integração, tendo uma integração econômica e monetária; porém ainda podemos perceber que se não completarem o processo de união, com a integração política, eles podem falir, caindo como peças de dominó.
Como no passado a Europa passou por duas Guerras Mundiais, sabemos que ainda existem mágoas, rancor e talvez até ódio entre alguns países, mas no dizer país é algo muito amplo; são algumas pessoas ou pequenos grupos os quais ainda tem ódio pelos outros países.
No inicio de sua existência a União Européia tinha apenas alguns países hoje conta com 27 países membros, o que é uma grande realização do continente, ao fato de superar xenofobias e esconder um pouco do passado.
Após tanto sacrifício, batalhas ideológicas e debates hoje a União Européia conta com um mercado em comum, o qual é um ótimo sistema de trocas de produtos sem taxação entre eles, exploração de mercados alheios, até mesmo a possibilidade de se trabalhar em outros países com os méritos adquiridos no país natal.